segunda-feira, 28 de julho de 2014

Laboratório

Play ! Começava o filme cujo o ensinamento seria para todos os dias da minha vida.
O ano era 2009 e fazia parte do laboratório para uma peça de Nelson Rodrigues e também de outra peça que apresentávamos toda sexta-feira, à meia noite, chama
da “ Sessão Maldita “.
Grito, silêncio, dor, tédio,amor, dinheiro, trabalho, cansaço e silêncio. É quando a voz cala que a vida dói. É quando o pensamento viaja no futuro, que a angustia domina o peito, e acelera a mente.
Quando todos esses sentimentos começam a consumir; eu lembro do filme “ Minha vida sem mim “ e todo meu silêncio fica menor perto do silêncio da personagem. Minha dor pequena conecta-se com a dela, então eu vejo um mundo mais denso e calmo.
Calmo no sentido de que não vale a pena o desespero, a pressa, o grito. E quando você aprende que é forte, você encontra a paz.
Encontra todo o alívio de se aceitar, é na pausa que você encontra a solução.
Aprende que o mundo não quer saber do seu problema e que cada dia é uma dádiva ( para muitas pessoas os dias estão contados ).
Acredita que deixar água da chuva cair em seu corpo, é um reequilíbrio energético.
Todos os dias, em cada entardecer eu lembro do filme. E olhar quieta para o céu, é minha cura. 




quinta-feira, 24 de julho de 2014

Respiração

Às vezes precisamos respirar fundo para não perdermos o controle, a razão, a compostura.
Respiramos fundo para oxigenar o cérebro e alinhar as emoções. E voltamos para a vida, porque voltar é preciso.A vida exige esforços para chegarmos ao nosso objetivo, além da exposição inevitável.
Só não volta para a luta quem morre, e meu coração por enquanto ainda bate.



Quadros e Filmes

Estávamos de mãos dadas no sonho, como se a vida fosse apenas te olhar com aquela camiseta branca e toda a segurança do planeta.
Aquele olhar que mais parecia um quadro renascentista ( luz, dor, transgressão ) ou um mundo paralelo; como os filmes de David Lynch. 
O toque das mãos permanece suave e forte na minha lembrança.
Suave como a vida deve ser e forte como devemos ser perante a vida.



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Nós mulheres

Nós mulheres não precisamos de dicas de como conquistar os homens, não precisamos também gritar ao mundo o quanto somos duronas e fodas, é mentira ! Mulheres e Homens são assombrados pela insegurança, o medo de não serem aceitos pelo outro; e o que parece auto confiança e postura arrogante, muitas vezes é a velha auto defesa.
Mulheres não precisam menosprezar o sexo oposto, dizendo que eles não prestam, acho isso coisa de mulher que ainda não se aceitou, complexo de inferioridade que alguns fatos da infância podem esclarecer. Impossível não fazer a conexão com Freud, quando levanto a questão da infância, pois é lá que estão nossos segredos ; nesse caso seria ótimo umas sessões de psicanálise.
Aí você fala, fala, fala, o psicanalista ouve, você xinga aquele galanteador que partiu seu pobre coraçãozinho de princesa inocente ( até parece, você sabia que era furada, mulher tem sexto sentindo e amigas ).
Sugeri um psicanalista, porque é chato aguentar o bonde da mulherada que só critica os homens, resmungam o tempo inteiro que são iguais, cafajestes.
A safadeza reside nos dois sexos, acredito em lealdade. Não acredito em fidelidade.
Precisamos de amor, sim ! Todos precisam !
Precisamos também de suco detox, bom humor e blusinhas de seda.
Mulheres lindas, vamos parar com essa chatice de criticar os homens a maior parte do tempo querendo que eles sejam anjos ou príncipes encantados com as juras de amor eterno ( Os contos de fadas ainda atormentam as cabeças de algumas mulheres-princesas da nova era ).
Os contos de fadas, desculpem a expressão “ ferraram “ tudo.
Enfim, eu também gosto da Cinderela. Eu sou um pouco Disney, confesso.
Eu prefiro sim os anjos, mas os anjos caídos.É mais excitante.
Sejamos serpentes.



terça-feira, 20 de maio de 2014

Mãos dadas


Estávamos de mãos dadas no sonho, como se a vida fosse apenas te olhar com aquela camiseta branca e toda a segurança do planeta.
Aquele olhar que mais parecia um quadro renascentista ( luz, dor, transgressão ) ou um mundo paralelo; como os filmes de David Lynch.
O toque das mãos permanece suave e forte na minha lembrança.

Suave como a vida deve ser e forte como devemos ser perante a vida.


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Bolha Mental

Fugi, essa foi a primeira palavra que veio a minha mente para iniciar o texto.
Era preciso o desligamento de toda a ansiedade e expectativa criadas no decorrer dos anos, meses, dias. Era preciso sair, encontrar alternativas para alcançar uma nova fonte de energia.
Energia limpa, dócil, leve.
Encostar os pés na água limpa, respirar um mundo novo. Toda a consciência corporal para alinhar pensamentos.
Uma nuvem tinha o formato de flecha no céu, uma seta indicando possíveis destinos e era naquela vibração que eu queria ficar.
Tudo silenciava, mas algumas vozes distantes ainda chegavam. Não me importava, eu havia criado uma bolha mental. Eu sempre criei outros mundos, outras formas de interagir com o Universo e sua força.

Fugir, fugir do que não te impulsiona. É essa a meta, a linha da plenitude agora.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Felicidade é plenitude

Seja feliz, fique feliz. Mesmo que sem nenhum motivo aparente. A vida é um presente, então nada mais lindo do que ser feliz por estar vivo.
Felicidade não é escandalosa, felicidade é plenitude.
Ler um livro é felicidade. Felicidade não é es
sa ilha da fantasia que muitos ostentam nas redes sociais. Aquilo é algo criado, é maquiagem, lugares, festas.
Eu falo de uma felicidade diferente, aquela que mesmo sozinha te acompanha e não te deixa.
Vivenciar momentos simples, como o de beber um café e pensar no lugar que você ocupa no mundo, listar mentalmente os filmes europeus que você ainda não viu.