sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O lado poético da vida

Uma vez eu torci o pé, e não pude ir à academia, fui trabalhar de tênis, a dor incomodava.
Nesses dias, eu pensei como somos frágeis e que quando tudo está em perfeita ordem, esquecemos de observar cada detalhe do nosso corpo, tudo funcionando certinho.
Outro dia, eu estava no trânsito caótico e um rapaz buzinava para que o carro da frente cruzasse logo a rua. Aquilo me incomodou, porque ele estava com a família no carro e querendo que a outra pessoa arrebentasse o carro, provocasse um acidente pela pressa dele.
E tudo vai acontecendo tão automático, que morrer virou número, estatística.Não entendi o motivo daquele escândalo, sendo que não tinha ninguém ferido no carro. Acho que foi apenas para expor o ódio que ele sente dele mesmo, pelos fracassos, pressões.
Eu só queria sair daquele trânsito, daquele sol. Queria chegar logo na minha casa, meu quarto.
Queria sinceramente que a gentileza estivesse mais presente no comportamento humano, mas a luta para sobreviver derrotou a gentileza, o lirismo, o lado poético da vida.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Encantamento

Hoje não falaram de poesia, nem ouviram Bossa Nova.Não tiveram o pensamento leve para encontrar a sutileza da palavra.
Não olharam o céu azul, nem dedicaram dez minutos à meditação. Não refletiram sobre os últimos acontecimentos,nem planejaram uma viagem com mar azul.
Viveram robóticos,não praticaram a gratidão. E nem ficaram com os olhos marejados,justamente porque não folhearam uma poesia, um poema. Não sentaram para trocar sorrisos,nem apreciaram o café como ele merece.
Não viram as nuvens decorando o céu,os pássaros na trilha sonora da vida.
Eu vi muito mais que todos eles, eu senti minha dor e minha alegria.Eu me perdi no céu azul.
Vivo no encantamento e pelo encantamento.Vivo pelo céu azul e também aceito delicadamente os dias nublados,repletos de segredos.
Eu aceito a condição de doer e rir.Eu saio de órbita.



segunda-feira, 28 de julho de 2014

Laboratório

Play ! Começava o filme cujo o ensinamento seria para todos os dias da minha vida.
O ano era 2009 e fazia parte do laboratório para uma peça de Nelson Rodrigues e também de outra peça que apresentávamos toda sexta-feira, à meia noite, chama
da “ Sessão Maldita “.
Grito, silêncio, dor, tédio,amor, dinheiro, trabalho, cansaço e silêncio. É quando a voz cala que a vida dói. É quando o pensamento viaja no futuro, que a angustia domina o peito, e acelera a mente.
Quando todos esses sentimentos começam a consumir; eu lembro do filme “ Minha vida sem mim “ e todo meu silêncio fica menor perto do silêncio da personagem. Minha dor pequena conecta-se com a dela, então eu vejo um mundo mais denso e calmo.
Calmo no sentido de que não vale a pena o desespero, a pressa, o grito. E quando você aprende que é forte, você encontra a paz.
Encontra todo o alívio de se aceitar, é na pausa que você encontra a solução.
Aprende que o mundo não quer saber do seu problema e que cada dia é uma dádiva ( para muitas pessoas os dias estão contados ).
Acredita que deixar água da chuva cair em seu corpo, é um reequilíbrio energético.
Todos os dias, em cada entardecer eu lembro do filme. E olhar quieta para o céu, é minha cura. 




quinta-feira, 24 de julho de 2014

Respiração

Às vezes precisamos respirar fundo para não perdermos o controle, a razão, a compostura.
Respiramos fundo para oxigenar o cérebro e alinhar as emoções. E voltamos para a vida, porque voltar é preciso.A vida exige esforços para chegarmos ao nosso objetivo, além da exposição inevitável.
Só não volta para a luta quem morre, e meu coração por enquanto ainda bate.



Quadros e Filmes

Estávamos de mãos dadas no sonho, como se a vida fosse apenas te olhar com aquela camiseta branca e toda a segurança do planeta.
Aquele olhar que mais parecia um quadro renascentista ( luz, dor, transgressão ) ou um mundo paralelo; como os filmes de David Lynch. 
O toque das mãos permanece suave e forte na minha lembrança.
Suave como a vida deve ser e forte como devemos ser perante a vida.



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Nós mulheres

Nós mulheres não precisamos de dicas de como conquistar os homens, não precisamos também gritar ao mundo o quanto somos duronas e fodas, é mentira ! Mulheres e Homens são assombrados pela insegurança, o medo de não serem aceitos pelo outro; e o que parece auto confiança e postura arrogante, muitas vezes é a velha auto defesa.
Mulheres não precisam menosprezar o sexo oposto, dizendo que eles não prestam, acho isso coisa de mulher que ainda não se aceitou, complexo de inferioridade que alguns fatos da infância podem esclarecer. Impossível não fazer a conexão com Freud, quando levanto a questão da infância, pois é lá que estão nossos segredos ; nesse caso seria ótimo umas sessões de psicanálise.
Aí você fala, fala, fala, o psicanalista ouve, você xinga aquele galanteador que partiu seu pobre coraçãozinho de princesa inocente ( até parece, você sabia que era furada, mulher tem sexto sentindo e amigas ).
Sugeri um psicanalista, porque é chato aguentar o bonde da mulherada que só critica os homens, resmungam o tempo inteiro que são iguais, cafajestes.
A safadeza reside nos dois sexos, acredito em lealdade. Não acredito em fidelidade.
Precisamos de amor, sim ! Todos precisam !
Precisamos também de suco detox, bom humor e blusinhas de seda.
Mulheres lindas, vamos parar com essa chatice de criticar os homens a maior parte do tempo querendo que eles sejam anjos ou príncipes encantados com as juras de amor eterno ( Os contos de fadas ainda atormentam as cabeças de algumas mulheres-princesas da nova era ).
Os contos de fadas, desculpem a expressão “ ferraram “ tudo.
Enfim, eu também gosto da Cinderela. Eu sou um pouco Disney, confesso.
Eu prefiro sim os anjos, mas os anjos caídos.É mais excitante.
Sejamos serpentes.



terça-feira, 20 de maio de 2014

Mãos dadas


Estávamos de mãos dadas no sonho, como se a vida fosse apenas te olhar com aquela camiseta branca e toda a segurança do planeta.
Aquele olhar que mais parecia um quadro renascentista ( luz, dor, transgressão ) ou um mundo paralelo; como os filmes de David Lynch.
O toque das mãos permanece suave e forte na minha lembrança.

Suave como a vida deve ser e forte como devemos ser perante a vida.