Tem uma amiga minha que sempre recomenda tequila para as crises existenciais e dores.
Eu recomendo um bom tranquilizante todas as noites pra vida ficar mais leve.
Conversando com outra amiga querida hoje, ela disse que acredita na
bondade, que tem uma boa quantidade de pessoas que ajudam o próximo.
Ontem meu amigo disse que ainda não marcou de tomar café comigo, porque com esse calor perde o charme.
Caminhando na praia com minha amiga de infância, falamos do futuro ( inseguranças ) e que em qual lugar, estaria o nosso futuro namorado. E ríamos enquanto a cidade anoitecia.
Conversar com as pessoas tem sido minha terapia.
A tequila ? Eu vou tomar uma dose, quem sabe.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
domingo, 21 de setembro de 2014
Maré
Quando tudo é silêncio e vento, não consigo fugir das sensações que ficaram em mim de duas obras da Clarice Lispector:
"Ela sabia que não devia pedir o impossível: a resposta não se pede." ( Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres )
“É melhor eu não falar em felicidade ou infelicidade – provoca aquela saudade desmaiada e lilás, aquele perfume de violetas, as águas geladas da maré mansa em espumas pela areia. Eu não quero provocar porque dói”. ( A hora da estrela )
Os monstros que assombram minha existência, levantam na madrugada.
[ Juliana Sfair ]
"Ela sabia que não devia pedir o impossível: a resposta não se pede." ( Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres )
“É melhor eu não falar em felicidade ou infelicidade – provoca aquela saudade desmaiada e lilás, aquele perfume de violetas, as águas geladas da maré mansa em espumas pela areia. Eu não quero provocar porque dói”. ( A hora da estrela )
Os monstros que assombram minha existência, levantam na madrugada.
[ Juliana Sfair ]
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Bonito Você !
Bonito você ! Construiu a paz, uma
família, um porto seguro.
Parece mais um filme que só existe na
minha cabeça, onde tudo gira em torno de mais um dia feliz.
Esse amor que não conheço, essa paz
que me tiraram, esse tal porto seguro que até hoje procuro.
Parece casa de boneca essa sua vida
agora, acho lindo. Tem gente ( eu, por exemplo) que sempre fica na
selva, bicho arisco.
Aí ninguém mais tem coragem de
chegar perto, acabam acomodando-se com os bichos domesticados e
vivem. Vivem em banho-maria, essa coisa morna sem o grande salto.
Vejo um futuro bom em você, e assim de
longe; até acredito em amor.
Saber que existe esse mundo que
conseguiu construir, já me deixa em paz. Porque eu sou problema. Não
mando recado, pego birra, não faço média com gente fresca.
É meu amigo, acho que está protegido.
Aqui na selva, eu sou mais eu. E se não for, é quem ?
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
O lado poético da vida
Uma vez eu torci o pé, e não pude ir
à academia, fui trabalhar de tênis, a dor incomodava.
Nesses dias, eu pensei como somos
frágeis e que quando tudo está em perfeita ordem, esquecemos de
observar cada detalhe do nosso corpo, tudo funcionando certinho.
Outro dia, eu estava no trânsito
caótico e um rapaz buzinava para que o carro da frente cruzasse logo
a rua. Aquilo me incomodou, porque ele estava com a família no
carro e querendo que a outra pessoa arrebentasse o carro, provocasse
um acidente pela pressa dele.
E tudo vai acontecendo tão automático,
que morrer virou número, estatística.Não entendi o motivo daquele
escândalo, sendo que não tinha ninguém ferido no carro. Acho que
foi apenas para expor o ódio que ele sente dele mesmo, pelos
fracassos, pressões.
Eu só queria sair daquele trânsito,
daquele sol. Queria chegar logo na minha casa, meu quarto.
Queria sinceramente que a gentileza
estivesse mais presente no comportamento humano, mas a luta para
sobreviver derrotou a gentileza, o lirismo, o lado poético da vida.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Encantamento
Hoje não falaram de poesia, nem ouviram Bossa Nova.Não tiveram o pensamento leve para encontrar a sutileza da palavra.
Não olharam o céu azul, nem dedicaram dez minutos à meditação. Não refletiram sobre os últimos acontecimentos,nem planejaram uma viagem com mar azul.
Viveram robóticos,não praticaram a gratidão. E nem ficaram com os olhos marejados,justamente porque não folhearam uma poesia, um poema. Não sentaram para trocar sorrisos,nem apreciaram o café como ele merece.
Não viram as nuvens decorando o céu,os pássaros na trilha sonora da vida.
Eu vi muito mais que todos eles, eu senti minha dor e minha alegria.Eu me perdi no céu azul.
Vivo no encantamento e pelo encantamento.Vivo pelo céu azul e também aceito delicadamente os dias nublados,repletos de segredos.
Eu aceito a condição de doer e rir.Eu saio de órbita.
Não olharam o céu azul, nem dedicaram dez minutos à meditação. Não refletiram sobre os últimos acontecimentos,nem planejaram uma viagem com mar azul.
Viveram robóticos,não praticaram a gratidão. E nem ficaram com os olhos marejados,justamente porque não folhearam uma poesia, um poema. Não sentaram para trocar sorrisos,nem apreciaram o café como ele merece.
Não viram as nuvens decorando o céu,os pássaros na trilha sonora da vida.
Eu vi muito mais que todos eles, eu senti minha dor e minha alegria.Eu me perdi no céu azul.
Vivo no encantamento e pelo encantamento.Vivo pelo céu azul e também aceito delicadamente os dias nublados,repletos de segredos.
Eu aceito a condição de doer e rir.Eu saio de órbita.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Laboratório
Play ! Começava o filme cujo o ensinamento seria para todos os dias da minha vida.
O ano era 2009 e fazia parte do laboratório para uma peça de Nelson Rodrigues e também de outra peça que apresentávamos toda sexta-feira, à meia noite, chamada “ Sessão Maldita “.
Grito, silêncio, dor, tédio,amor, dinheiro, trabalho, cansaço e silêncio. É quando a voz cala que a vida dói. É quando o pensamento viaja no futuro, que a angustia domina o peito, e acelera a mente.
Quando todos esses sentimentos começam a consumir; eu lembro do filme “ Minha vida sem mim “ e todo meu silêncio fica menor perto do silêncio da personagem. Minha dor pequena conecta-se com a dela, então eu vejo um mundo mais denso e calmo.
Calmo no sentido de que não vale a pena o desespero, a pressa, o grito. E quando você aprende que é forte, você encontra a paz.
Encontra todo o alívio de se aceitar, é na pausa que você encontra a solução.
Aprende que o mundo não quer saber do seu problema e que cada dia é uma dádiva ( para muitas pessoas os dias estão contados ).
Acredita que deixar água da chuva cair em seu corpo, é um reequilíbrio energético.
Todos os dias, em cada entardecer eu lembro do filme. E olhar quieta para o céu, é minha cura.
O ano era 2009 e fazia parte do laboratório para uma peça de Nelson Rodrigues e também de outra peça que apresentávamos toda sexta-feira, à meia noite, chamada “ Sessão Maldita “.
Grito, silêncio, dor, tédio,amor, dinheiro, trabalho, cansaço e silêncio. É quando a voz cala que a vida dói. É quando o pensamento viaja no futuro, que a angustia domina o peito, e acelera a mente.
Quando todos esses sentimentos começam a consumir; eu lembro do filme “ Minha vida sem mim “ e todo meu silêncio fica menor perto do silêncio da personagem. Minha dor pequena conecta-se com a dela, então eu vejo um mundo mais denso e calmo.
Calmo no sentido de que não vale a pena o desespero, a pressa, o grito. E quando você aprende que é forte, você encontra a paz.
Encontra todo o alívio de se aceitar, é na pausa que você encontra a solução.
Aprende que o mundo não quer saber do seu problema e que cada dia é uma dádiva ( para muitas pessoas os dias estão contados ).
Acredita que deixar água da chuva cair em seu corpo, é um reequilíbrio energético.
Todos os dias, em cada entardecer eu lembro do filme. E olhar quieta para o céu, é minha cura.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Respiração
Às vezes precisamos respirar fundo para não perdermos o controle, a razão, a compostura.
Respiramos fundo para oxigenar o cérebro e alinhar as emoções. E voltamos para a vida, porque voltar é preciso.A vida exige esforços para chegarmos ao nosso objetivo, além da exposição inevitável.
Só não volta para a luta quem morre, e meu coração por enquanto ainda bate.
Respiramos fundo para oxigenar o cérebro e alinhar as emoções. E voltamos para a vida, porque voltar é preciso.A vida exige esforços para chegarmos ao nosso objetivo, além da exposição inevitável.
Só não volta para a luta quem morre, e meu coração por enquanto ainda bate.
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