Indica um livro que você leu até o fim, um filme.Comente sobre uma exposição de arte, um sarau literário.
Fale um pouco o que achou de uma reportagem, um documentário.
O ballet do Bolshoi, os grandes diretores e roteiristas.
É preciso urgentemente sair dessa superficialidade, não seja mais um.
Assim, tão comum.
domingo, 17 de maio de 2015
terça-feira, 5 de maio de 2015
Sorriso !
O tempo era leve, tinha encanto e as horas gostavam de nós.
As horas tinham um certo afeto ao nosso olhar de criança, as horas eram cúmplices das nossas brincadeiras nas tardes bonitas.
Adormecer com os cantos dos pássaros, os latidos dos cães dos vizinhos, o barulho da oficina perto de casa, o cheiro das minhas plantinhas. Eu sabia que a vida acontecia, que os adultos tinham deveres, mas achava que tudo era bem tranquilo e que ninguém vivia agoniado; então eu suspirava fundo e adormecia.
Era de uma pureza, uma inocência bela e acreditava que todas as pessoas no final viravam estrelas de cinema. Não havia sofrimento no meu mundo infantil.
Achava que cheque era dinheiro e que minha mãe era rica porque tinha um monte de folhas em branco e poderia escrever o valor que bem entendesse.
Todas as noites de sábado eu dormia acreditando que os Domingos eram iguais aos comerciais de creme dental, em que as pessoas pulavam felizes na piscina ou mar e se abraçavam sorrindo (Sorriso !)
Adulta, aprendi que o mundo não é o comercial de creme dental e que sempre sentirei saudades das tardes suaves.
Eu achava que o mundo era feito de paz porque até hoje encontro paz na simplicidade. Doce inocência, doce sorriso.
As horas tinham um certo afeto ao nosso olhar de criança, as horas eram cúmplices das nossas brincadeiras nas tardes bonitas.
Adormecer com os cantos dos pássaros, os latidos dos cães dos vizinhos, o barulho da oficina perto de casa, o cheiro das minhas plantinhas. Eu sabia que a vida acontecia, que os adultos tinham deveres, mas achava que tudo era bem tranquilo e que ninguém vivia agoniado; então eu suspirava fundo e adormecia.
Era de uma pureza, uma inocência bela e acreditava que todas as pessoas no final viravam estrelas de cinema. Não havia sofrimento no meu mundo infantil.
Achava que cheque era dinheiro e que minha mãe era rica porque tinha um monte de folhas em branco e poderia escrever o valor que bem entendesse.
Todas as noites de sábado eu dormia acreditando que os Domingos eram iguais aos comerciais de creme dental, em que as pessoas pulavam felizes na piscina ou mar e se abraçavam sorrindo (Sorriso !)
Adulta, aprendi que o mundo não é o comercial de creme dental e que sempre sentirei saudades das tardes suaves.
Eu achava que o mundo era feito de paz porque até hoje encontro paz na simplicidade. Doce inocência, doce sorriso.
sábado, 2 de maio de 2015
Um certo afeto - esperança
Eu sou mais poesia do que confronto,mais risada que baixo astral.
Posso doer inteira,mas carrego um desejo enorme de não causar danos.
Eu não sou mulher que lamenta,não sei perder.
Sei me livrar sem culpa,sem afeto.E sei ter afeto até não caber mais no peito.
Nunca me importei com rótulos,eu me importo com minha paz de espírito,de resto eu deixo as pedras rolarem.
Vivo mais reservada do que exposta; ando pela vida camuflada de esperança e raciocínio lógico.
Posso doer inteira,mas carrego um desejo enorme de não causar danos.
Eu não sou mulher que lamenta,não sei perder.
Sei me livrar sem culpa,sem afeto.E sei ter afeto até não caber mais no peito.
Nunca me importei com rótulos,eu me importo com minha paz de espírito,de resto eu deixo as pedras rolarem.
Vivo mais reservada do que exposta; ando pela vida camuflada de esperança e raciocínio lógico.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Incredulidade
Eu
não encontro outra forma de olhar para esse mundo que transborda
prédios, indústrias, corredores, restaurantes granfinos, shoppings
e mesmo assim é incapaz de me confortar quando fico confusa
questionando todos os amores que vão embora como um trem bala.
Amores
platônicos, amores de um olhar na fila do supermercado, amores que
aconteceram e foram intensos.
Nas
ruas congestionadas, nos elevadores, nas farmácias, boates, feiras,
sempre haverá um olhar de desejo, um flerte ou um esbarrão em que o
mundo para, e nós com essa velha e doce inocência acreditamos em
encontros amorosos iguais a roteiros de cinema.
Roteiros
maravilhosamente escritos e dirigidos, mas nesta vida absurdamente
real, as cenas de romances ficam cada vez mais frias e meu cérebro
elabora muitas perguntas sobre os relacionamentos e as pessoas.
Quando
o céu fica cinza e as blusas de lã são retiradas das gavetas;
também lembro de como seria perfeito romances no inverno e príncipes
que vivem nas páginas dos livros de capa dura.
Então
a reflexão fica mais intensa, porque inverno tem fim, a calmaria também, e eu pouco acredito em felicidade - casa de boneca. Logo surgem outras
inquietudes que consomem minhas energias,palavras e certamente
esqueço o roteiro perfeito.
Sempre
que vejo um amor começando, já imagino e sofro com o fim.
terça-feira, 31 de março de 2015
Abraço
Eu queria ser trapezista e ir embora com o circo.
Eu queria era abraçar o mundo. Eu ainda quero abraçá-lo, só que agora disfarço melhor.
Gosto quando o vento da manhã encosta suave nos meus cabelos molhados.
Gosto de olhar pela janela e ver as lojas.
Gosto de ver a vida amanhecendo, as pessoas e seus trajetos.
Abraço o mundo observando.
Abraço o mundo quando danço.
Abraço o mundo quando interpreto.
O mundo me abraça quando estou no palco.
O mundo me abraça quando escrevo.
[ Setembro 2011 ]
sábado, 7 de março de 2015
A vida que escolhi
Deve ser uma conclusão precipitada ou equivocada, deve ser a minha
realidade e os longos silêncios: as pessoas menos interessantes,
normais, que pouco sonham e principalmente ousam a ponto de vivenciarem a
montanha-russa de uma vida tão diferente como a minha; são as pessoas
que sempre têm alguém para contarem como o foi o seu dia.
Na escola, olhava para o céu azul limpinho e questionava: é uma imensidão, e eu não serei mais uma nessa jornada.
Ele leu direitinho meus pensamentos nas cartas de tarot (...)
Na escola, olhava para o céu azul limpinho e questionava: é uma imensidão, e eu não serei mais uma nessa jornada.
Ele leu direitinho meus pensamentos nas cartas de tarot (...)
quarta-feira, 4 de março de 2015
Bastidores
O que ficará do tempo? O que ficará no tempo?
A pele não será mais a mesma, o corpo que absorve o cansaço de anos começará a dar sinais de esgotamento.Qual o propósito da vida?
O tempo é diferente para todos nas ruas, na praia,nas tardes silenciosas,noites estreladas.O que você fez com o tempo? O que eu fiz com o tempo ?
Aprendi que disciplina e anotar metas no papel,riscando o que já foi executado; exerce um efeito perfeito e calculado quando nos deparamos com os dias.
Para todo grande êxito,existem muitas escolhas e recusas nos bastidores da VIDA.
A pele não será mais a mesma, o corpo que absorve o cansaço de anos começará a dar sinais de esgotamento.Qual o propósito da vida?
O tempo é diferente para todos nas ruas, na praia,nas tardes silenciosas,noites estreladas.O que você fez com o tempo? O que eu fiz com o tempo ?
Aprendi que disciplina e anotar metas no papel,riscando o que já foi executado; exerce um efeito perfeito e calculado quando nos deparamos com os dias.
Para todo grande êxito,existem muitas escolhas e recusas nos bastidores da VIDA.
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