Esses dias senti vontade de escrever sobre aqueles encontros que você bate o olho e já simpatiza com o garoto.
E ele sorri com os amigos, ele nem te viu. Então você fica observando o
jeito dele, o que está bebendo, o andar, a roupa, os gestos, e
novamente o sorriso. E ele vai embora, você também.
O tempo passa, e outros garotos ganham sua atenção. Normal.
Até que um dia, o tal garoto está na entrada de uma casa noturna e você olha e pensa: “ Conheço de algum lugar “. E por isso
mesmo continua olhando, até que ele sorri. Você sorri de volta e diz: -
“ Acho que te conheço de algum lugar. É clichê, mas acredite “.
E ele responde: “ - E eu acho que te conheço dos meus sonhos “.
Sorrisos, estrelas, música, eu e ele.
Segue sua vida, busca teu sonho e invista em você; porque o tempo não
espera, quando você vê já anoiteceu e mais um dia aconteceu, venceu,
surpreendeu.
E te digo uma coisa: não espere chegadas, não espere nada.
Faça a sua parte.
Trechos do meu livro " Adorável Pecadora " lançado em 2012 pela Editora All Print - São Paulo
Era engraçado, era até um alívio viver em seu mundo e não ter que aturar pessoas, situações.
Naquelas tardes ensolaradas em que o sol entrava pela janela grande e iluminava toda a sala, a alegria tinha seu lugar.
Os cabelos brilhavam ainda mais por causa da energia solar que pelo que consta protegia aquela família.
Observava a facilidade de como a harmonia fluía naquele lugar, ainda ouço as risadas.
Ela comprava uma sombra rosa bebê, uma moça tão paparicada que nenhuma maldade do mundo parecia capaz de atingi-la; era protegida demais para preocupar-se com as mazelas.
Seus desejos eram atendidos sempre. Ela não precisava de Goethe, Sartre,
Fernando Pessoa para impressionar; sua magia enfeitiçava mais do que
palavras difíceis.
Lembrarei dela em todos os sábados ensolarados,
lembrarei dela e de todos os garotos que gostariam de beijá-la,
lembrarei da sensação mais deliciosa e viciante que existe: ser uma
garota mimada.
Indica um livro que você leu até o fim, um filme.Comente sobre uma exposição de arte, um sarau literário.
Fale um pouco o que achou de uma reportagem, um documentário.
O ballet do Bolshoi, os grandes diretores e roteiristas.
É preciso urgentemente sair dessa superficialidade, não seja mais um.
Assim, tão comum.
O tempo era leve, tinha encanto e as horas gostavam de nós.
As horas tinham um certo afeto ao nosso olhar de criança, as horas eram cúmplices das nossas brincadeiras nas tardes bonitas.
Adormecer com os cantos dos pássaros, os latidos dos cães dos vizinhos,
o barulho da oficina perto de casa, o cheiro das minhas plantinhas. Eu
sabia que a vida acontecia, que os adultos tinham deveres, mas achava
que tudo era bem tranquilo e que ninguém vivia agoniado; então eu
suspirava fundo e adormecia.
Era de
uma pureza, uma inocência bela e acreditava que todas as pessoas no
final viravam estrelas de cinema. Não havia sofrimento no meu mundo
infantil.
Achava que cheque era dinheiro e que minha mãe era rica
porque tinha um monte de folhas em branco e poderia escrever o valor que
bem entendesse.
Todas as noites de sábado eu dormia acreditando que
os Domingos eram iguais aos comerciais de creme dental, em que as
pessoas pulavam felizes na piscina ou mar e se abraçavam sorrindo (Sorriso !)
Adulta, aprendi que o mundo não é o comercial de creme dental e que sempre sentirei saudades das tardes suaves.
Eu achava que o mundo era feito de paz porque até hoje encontro paz na simplicidade. Doce inocência, doce sorriso.

Eu sou mais poesia do que confronto,mais risada que baixo astral.
Posso doer inteira,mas carrego um desejo enorme de não causar danos.
Eu não sou mulher que lamenta,não sei perder.
Sei me livrar sem culpa,sem afeto.E sei ter afeto até não caber mais no peito.
Nunca me importei com rótulos,eu me importo com minha paz de espírito,de resto eu deixo as pedras rolarem.
Vivo mais reservada do que exposta; ando pela vida camuflada de esperança e raciocínio lógico.