A internet permite aflorar todas as angústias,frustrações,medos,alegrias, tristezas.
É um terreno perigoso, traidor,engraçado,bendito,maldito. Conseguimos identificar gostos, posicionamentos políticos, afinidades, amores.
Gente otimista que sempre tem uma palavra motivação - e o que atualmente falta nesse mundo são palavras de incentivo, porque criticar é mais fácil, assim todos ficam no mesmo patamar, já que subir um degrau na escada das realizações é ofensa.
Gente pessimista que respeito muito seu modo de encarar a vida, caso contrário eu jogaria fora alguns livros do filósofo Schopenhauer. A Teosofia me ensinou que o equilíbrio é fundamental para o Universo. A luz e a escuridão, o preto e o branco.
Durante as Olimpíadas, e durante meus momentos pessimistas, eu pensava: bom, se o Brasil perder nessa modalidade teremos os “memes” e vamos rir de qualquer forma. Rir é tão fundamental, muda nosso campo vibracional.
Nas vitórias, chorava junto – empatia sabe? Mas a vitória incomoda demais, é uma ofensa como disse acima, é uma afronta para aqueles que amam a zona de conforto e de lá criticam quem está em movimento.
São atletas, mas antes de tudo são pessoas como nós: humildes, arrogantes, mimados, carismáticos, sérios, sorridentes, felizes, tristes – mas em uma coisa eles são imbatíveis; na determinação.
Tenhamos também um “mindset” treinado para criticarmos menos quem está agindo e vamos fazer uma lista de médio prazo com nossos objetivos. Gente comprometida não perde tempo apontando o dedo.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Todo o meu amor
Todo o amor do mundo pra você que sabe o momento de agir e
descansar;
Todo o amor do mundo pra você que sabe a hora de certa de
sair de cena;
Todo o amor do mundo pra você que busca o autoconhecimento ,
que tem empatia;
Todo o amor do mundo pra você que sabe que amizade não é
contrato; amizade é livre, deixa ser;
Toda a minha admiração pra você que não implora atenção e
amor;
Saiba identificar os “ladrões de tempo”, eles estão por
todos os lugares: falam muito, procrastinam, ficam incomodados quando você não
faz o que eles querem.
O nosso tempo é tão precioso e não volta. Suas horas são
valiosas, é sempre importante lembrar.
quarta-feira, 20 de julho de 2016
O diário de Liz
Londres, 20 de julho de 2016
Uma semana sem ir à academia, isso me deixa incomodada
porque preciso da endorfina e da serotonina ativas.
A vida é uma negociação diária consigo mesma. Viver
exige uma habilidade imensa, um pouco de cinismo, fé e a inteligência de saber
rir das suas próprias neuras; como ter medo de atravessar ruas movimentadas e
achar que irá desmaiar na faixa de pedestre. Ou andar nos grandes centros e ter
a sensação dos pés quase saindo do chão.
É, muitas vezes minha mente consegue proezas. Sim, é
uma guerra. Mas agora tenho uma frase que se tornou uma espécie de mantra: “Eu
estou no controle”.
Digo o meu mantra e respiro. Funciona, acredite.
Reprogramação mental não acontece de um dia para o outro, requer treino. Sou
uma boa aluna.
Londres é tão maravilhoso e cinza que me permite o
recolhimento sem culpa, ou aquela sensação que o tempo está passando e você não
está produzindo o quanto deveria ou poderia. Foi uma ótima escolha passar uns
tempos aqui como já mencionei anteriormente.
Escrevo para aliviar todas as ondas vibracionais dos
meus pensamentos. Relatos diários ou semanais, o que importa é que assim também
consigo analisar os acontecimentos.
Solitude define o meu estado atual, o que pra mim é uma
dádiva, já que muitos seres humanos jamais conseguirão vivenciá-la de maneira
plena; confundem solitude com solidão.
Liz
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Os garotos da minha vida
Ele é o garoto mais bonito da escola, pelo menos eu acho.
Sabe, ele é calmo para conversar e paciente para ouvir. Deve ser por isso que a
escola ficou mais encantada.
Hoje a professora de geografia deu um trabalho em grupo que
será entregue uma semana antes das provas. Sempre sinto medo de ficar sem
grupo, sobrar, não ser escolhida – mas não aconteceu. O grupo é formado por
quatro alunos, número máximo que a professora permitiu e o Gabriel está nele.
O Gabriel no meu grupo, você consegue entender o que senti?
Durante algumas semanas ficaremos mais próximos e eu poderei observá-lo sem
pressa.
Um novo amor é tudo que preciso depois que o Diego mudou-se
de cidade.
Era incrível caminhar com ele nas tardes de Outono, éramos
melhores amigos. Não, ele não sabia que eu gostava dele e deixei assim.
Mas todas as noites eu olho para a casa que o Diego morava e
meu coração aperta porque tenho saudades de quando sentávamos no banco do
jardim, e eu nunca mais terei um Dezembro tão cheio de cores. As luzes de Natal
da casa dele eram pequenas esperanças em mim, coisas bonitas que acho que a
vida precisa ter.
quarta-feira, 25 de maio de 2016
A balsa
Esperávamos a balsa de Ilha Bela – São Sebastião quando me dei conta que tinha perdido o cadeado da minha mala de rodinhas.
Éramos quatro meninas com a esperança renovada de um Ano Novo em Ilha Bela, o resto é lenda.
Cadeado desaparecido, entramos na balsa. O vento balançava nossos cabelos, olhávamos a grandeza do mar, olhávamos uma para a outra com aquele olhar que dizia assim: “Esse vento em nossos rostos, essa tranquilidade é o que faz agora a nossa vida valer a pena”. Não foi preciso falar, um olhar e um sorriso de canto de boca bastaram e pararam o momento.
Tudo vai embora; a amizade, a cumplicidade, o momento.
Éramos quatro garotas com sonhos, manias e desejos um de futuro bom.
Naquela manhã enquanto a balsa distanciava-se de Ilha Bela; eu nunca poderia imaginar que sentiria saudades de quando éramos apenas quatro amigas que com medo de assombração dormiram juntas no quarto de cima da casa de praia.
Vocês foram essenciais quando a vida era tão mais simples, sem holofotes.
Vocês foram minha paz nas longas caminhadas em Ubatuba, Ilha Bela - o café e o petit gateau no centro histórico de Paraty.
Obrigada.
Éramos quatro meninas com a esperança renovada de um Ano Novo em Ilha Bela, o resto é lenda.
Cadeado desaparecido, entramos na balsa. O vento balançava nossos cabelos, olhávamos a grandeza do mar, olhávamos uma para a outra com aquele olhar que dizia assim: “Esse vento em nossos rostos, essa tranquilidade é o que faz agora a nossa vida valer a pena”. Não foi preciso falar, um olhar e um sorriso de canto de boca bastaram e pararam o momento.
Tudo vai embora; a amizade, a cumplicidade, o momento.
Éramos quatro garotas com sonhos, manias e desejos um de futuro bom.
Naquela manhã enquanto a balsa distanciava-se de Ilha Bela; eu nunca poderia imaginar que sentiria saudades de quando éramos apenas quatro amigas que com medo de assombração dormiram juntas no quarto de cima da casa de praia.
Vocês foram essenciais quando a vida era tão mais simples, sem holofotes.
Vocês foram minha paz nas longas caminhadas em Ubatuba, Ilha Bela - o café e o petit gateau no centro histórico de Paraty.
Obrigada.
domingo, 17 de abril de 2016
Domingo Histórico
Dizem que será um Domingo histórico, gostaria que fosse um Domingo com o início de uma grande e eficiente reforma política.
Uma política para todos, sem essa briga de partidos, um ódio gratuito que mais parece a velha rivalidade de Flamengo e Fluminense.
Não quero Aécio, Cunha, Bolsonaro. Conservadorismo, ditadura, briga de classes ( tão óbvia pelo menos aqui em Ribeirão Preto ).
Causar ódio e briga é o primeiro passo para deixar as pessoas emocionadas, e gente emocionada não raciocina. Nem a tal direita nem a tal esquerda.
Queremos um País melhor, com políticos honestos ( existe honestidade quando chega-se ao poder ? ).
Ainda estamos longe de um pensamento igualitário com os mesmos interesses: viver com dignidade.
Este até pode ser considerado um texto apartidário, mas eu como escritora classifico como reflexivo.
Os preços dos alimentos estão exorbitantes, e quem compra livros ou consome cultura quando moradia e alimentação compromete a renda do trabalhador ? O preço do combustível um absurdo.
Você pode dizer: Juliana, eu não vejo assim. Respondo: Então vá ao primeiro posto de combustível e pede pra completar o tanque do meu carro, que conversamos depois.
No início do texto mencionei uma reforma política porque todos os partidos são SIM, corruptos. Uns menos, outros mais.
Neste Domingo tenho um Job, não acompanharei a votação já que considero uma imensa hipocrisia: ali ninguém tem moral pra falar de ninguém.
Uma política para todos, sem essa briga de partidos, um ódio gratuito que mais parece a velha rivalidade de Flamengo e Fluminense.
Não quero Aécio, Cunha, Bolsonaro. Conservadorismo, ditadura, briga de classes ( tão óbvia pelo menos aqui em Ribeirão Preto ).
Causar ódio e briga é o primeiro passo para deixar as pessoas emocionadas, e gente emocionada não raciocina. Nem a tal direita nem a tal esquerda.
Queremos um País melhor, com políticos honestos ( existe honestidade quando chega-se ao poder ? ).
Ainda estamos longe de um pensamento igualitário com os mesmos interesses: viver com dignidade.
Este até pode ser considerado um texto apartidário, mas eu como escritora classifico como reflexivo.
Os preços dos alimentos estão exorbitantes, e quem compra livros ou consome cultura quando moradia e alimentação compromete a renda do trabalhador ? O preço do combustível um absurdo.
Você pode dizer: Juliana, eu não vejo assim. Respondo: Então vá ao primeiro posto de combustível e pede pra completar o tanque do meu carro, que conversamos depois.
No início do texto mencionei uma reforma política porque todos os partidos são SIM, corruptos. Uns menos, outros mais.
Neste Domingo tenho um Job, não acompanharei a votação já que considero uma imensa hipocrisia: ali ninguém tem moral pra falar de ninguém.
Obs: Eu já estou é de saco cheio !!!
terça-feira, 12 de abril de 2016
Você precisa pertencer
Intrigado, ele perguntou novamente: - Mas se você não é
católica, espírita, evangélica. Você é o quê? Você tem mágoa de Deus?
Você não é casada? E filhos?
Nessas horas eu respiro fundo, penso e penso novamente
antes de responder para não ser a grossa que estraga a fé alheia, como se fosse
muito bonito ficar perguntando sobre religião para uma pessoa que está
conversando pela primeira vez numa mesa de bar com mais cinco pessoas.
Colega, então existe a obrigação de pertencer a uma
religião. Mas quem é esse Deus que você
tanto fala? Cada religião tem o seu Deus, me deixa ter o meu, aliás, acredito
em muitos, sou plural.
Os rótulos, a culpa, o medo do pecado eu deixo pra você;
deixo também o casamento infeliz, mulher ligando enquanto você quer me beijar.
Isso não é coisa de “Deus”. Religião muitas vezes é uma estratégia de marketing
bem burrinha para que a pessoa possa se esconder atrás dela.
E digo mais, que limitação mental é essa? O corpo é um
templo, seja o SEU Deus. Abrace uma árvore, faça uma meditação, converse com o
céu estrelado, mas, por favor: liberte-se!
Deus expulsou Adão
e Eva do paraíso e nessa confusão você também foi.
O mundo está saturado de gente que faz muita pergunta,
mas não sabe nada sobre si.
Obs: Eu poderia muito bem construir um
texto com argumentações filosóficas e tal, não quero. Deixo assim: direto, cru.
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